Aumentar tamanho das letras Diminuir tamanho das letras Versão para impressão Voltar Página inicial

 Notícias

15/06/2021

Em reunião com Sindiagua, presidente da Cagece revê posição inicial da empresa e decide reduzir pela metade percentual de empregados que vão retornar ao trabalho presencial. Sindiagua defende que retorno presencial só deve acontecer após imunização.

A direção do Sindiagua se reuniu com o presidente da Cagece, Neuri Freitas, nesta quarta (09/06). O retorno às atividades presenciais na Companhia, PPP, PCCR e encaminhamento dos processos de nepotismo foram alguns dos assuntos debatidos. Confira abaixo um resumo de cada ponto.
Retorno gradual das atividades presenciais – o presidente da Cagece ouviu os argumentos do Sindiagua em relação aos riscos do retorno às atividades presenciais dos trabalhadores(as) da Companhia nesse momento. A entidade manteve sua posição contrária à volta, mesmo que gradual, dos empregados(as) ao trabalho presencial, alertando para os ainda elevados índices de ocupação das UTIs e de transmissão do Covid no Estado. O Sindicato defendeu que o retorno presencial só deve acontecer após a imunização (com as duas doses da vacina) da categoria e em um cenário mais seguro da pandemia. Após ouvir as ponderações do Sindiagua, o presidente da Companhia informou que vai implementar o retorno presencial, porém num percentual menor do que anunciado num primeiro momento. Cerca de 25% dos colaboradores voltarão às atividades presenciais em esquema de rodízio semanal e seguindo os protocolos de segurança sanitária, conforme decreto estadual. A decisão representa um recuo da empresa que chegou a anunciar o retorno gradual inicialmente com 50% do efetivo (medida que chegou a ser suspensa temporariamente após cobrança do Sindiagua). O presidente da Companhia afirmou que a ausência dos trabalhadores nos locais de trabalho causa dificuldades e isso, inclusive, poderia afetar o atingimento das metas da empresa, por conta da demora de respostas em alguns processos. Neuri disse ainda que, em alguns setores da empresa, vai manter a equipe 100% em formato homeoffice, mas que o retorno presencial de alguns empregados será necessário. “O recuo da Cagece em reduzir pela metade o percentual de funcionários que vão voltar a executar atividades presenciais não deixa de ser um algum avanço em nossa luta, mas o Sindiagua insiste na defesa de que a categoria só deve voltar aos locais de trabalho após a vacinação completa”, afirma Jadson Sarto, presidente do Sindiagua.

PCCR - Em relação à revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), o presidente da Cagece reafirmou que a empresa está fazendo o possível para cumprir o prazo de implantação previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que é setembro de 2021. A Companhia está fazendo uma pesquisa para avaliar a possibilidade jurídica de implementar o Plano sem necessidade de ter de aprovar projeto de lei na Assembleia Legislativa, o que representaria um ganho de tempo. O Sindiagua cobrou uma reunião para apresentação da proposta de PCCR para avaliar junto com a categoria.

Vacinação - Questionado sobre a retirada dos(as) trabalhadores (as) do saneamento da fase 4 do plano de imunização, o presidente da Cagece informou que foi uma decisão do Governo para dar logo início à vacinação em massa da população geral e que outras categorias também foram retiradas do grupo 4. O Governo do Estado não deve mais incluir nenhuma classe profissional como prioridade.

PPP - O Sindiagua cobrou mais uma vez informações detalhadas sobre o andamento do estudo de implantação de PPP nas regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri. A entidade enfatizou a preocupação da categoria com possíveis remanejamentos, perdas de direitos ou demissões e reivindicou um posicionamento da Companhia em relação a isso. O presidente da Cagece assegurou que a PPP não vai causar demissões ou prejuízos aos trabalhadores e que a saída de empregados só acontecerá por meio de adesão individual ao PRSP. Segundo Neuri, a PPP deverá abranger apenas o serviço de esgotamento, sem afetar o serviço de abastecimento de água, e pode acontecer de alguns empregados serem remanejados para a prestação do fornecimento de água. Foi garantido que a gestão e fiscalização do saneamento será efetuada pela Cagece. “O presidente da Cagece deu sua palavra de que a categoria não será prejudicada com uma possível PPP, e isso é importante, mas o Sindiagua mantém sua posição crítica ao que pode ser uma possível privatização disfarçada do saneamento. É preciso saber em que nível a sociedade será impactada, por exemplo, com aumentos de tarifas”, ressalta Jadson.

PRSP - um novo PRSP deve ficar pronto em dezembro de 2021. O Sindiagua cobrou que o novo plano precisa ser melhor que o anterior, especialmente na cobertura do plano de saúde dos que optarem pela adesão. Questionado sobre como será o preenchimento das vagas que irão surgir após a adesão de trabalhadores ao PRSP, Neuri confirmou a possibilidade de realizar um novo concurso público.

Processos nepotismo - O presidente da Cagece informou que houve denúncias de prática de nepotismo dentro da empresa que chegaram à Controladoria Geral do Estado, no Tribunal de Contas do Estado e no Ministério Público.  Diante disso, a Companhia tem que cumprir as determinações desses órgãos, averiguar e colocar fim a possíveis enquadramentos de nepotismo. O Sindiagua ressaltou que abusos não podem ser cometidos e que é preciso averiguar juridicamente se há de fato a prática de nepotismo antes de qualquer demissão. A entidade cobrou resposta em relação a processos protocolados sobre o assunto. Segundo o presidente da Cagece, as respostas ainda estão sendo elaboradas. O Sindicato informou que o assessor jurídico da entidade orientou a defesa administrativa dos(as) trabalhadores (as) terceirizados (as) que estão com os processos em análise e reforçou que, enquanto profissional de advocacia, ele está liberado para defender os trabalhadores(as) judicialmente, caso sejam prejudicados sem a comprovação devida da prática de nepotismo.
O Sindiagua assegura que o(a) trabalhador(a) terceirizado(a) que porventura se sentir prejudicado pode, caso tenha interesse, fazer um acerto com o advogado da entidade para defendê-lo em possíveis ações na justiça. “Nosso assessor jurídico será disponibilizado pelo Sindiagua aos trabalhadores(as) que desejarem”, informa Jadson Sarto.
 

Aumentar tamanho das letras Diminuir tamanho das letras Versão para impressão Página inicial Voltar


Sindiagua - Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Ceará
Rua Solón Pinheiro, 745, Centro • Fortaleza/CE • CEP 60.050-040  |  Fone: (85) 3254-4097
www.igenio.com.br