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 Notícias

03/02/2011

SAAES dificultam negociações no interior e trabalhadores sãos desrespeitados

Numa verdadeira demonstração de descaso e desrespeito, Prefeituras de alguns municípios do interior estão dificultando o fechamento de acordos coletivos com os trabalhadores.
Em Icó, o superintende do SAAE, nomeado em julho passado, se comprometeu em dar mais atenção aos trabalhadores. Por ser funcionário de carreira e conhecer bem as dificuldades da categoria, ele manifestou intuito de fazer uma gestão diferenciada das administrações passadas. No entanto, o reajuste do vale-alimentação para R$ 432,00 foi o único avanço conquistado até agora. O benefício começou a ser pago em dezembro. A categoria ainda aguarda o fechamento da campanha salarial de 2009. Há mais de dois anos os trabalhadores não têm reajuste salarial. A prefeitura da cidade está omissa.
Em outubro passado, o Sindiagua apresentou a pauta de reivindicações da campanha salarial 2010 aos SAAEs de Camocim e de Morada Nova, mas até o momento nenhuma reunião de negociação foi agendada, numa nova demonstração de desrespeito aos trabalhadores. A categoria afirma se sentir desvalorizada pelas prefeituras das duas cidades. Em Camocim, entre as reivindicações dos trabalhadores estão a volta de benefícios retirados em administrações passadas. São eles o plano de saúde e a cesta básica. O Sindiagua entrou em contato com o superintendente do SAAE da cidade em janeiro e o mesmo afirmou que iria falar com o prefeito da cidade, mas até o momento não houve retorno.
Na cidade de Ipueiras, além do início das negociações para fechamento do acordo coletivo, a categoria reivindica as correções da tabela salarial, que está defasada desde 2009. Em reunião com a diretoria do Sindiagua realizada no final do ano passado, os trabalhadores decidiram por unanimidade entrar na justiça para cobrar a revisão da tabela. Também foi decidido que será feita uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho sobre a falta de EPIs e as más condições que se encontram alguns locais de trabalho, como as casas de bombas e o escritório central.
Já em Limoeiro do Norte, a reunião com o prefeito da cidade, realizada em agosto passado, não trouxe avanços até o momento. Na ocasião, a prefeitura afirmou que concederia o reajuste do vale-alimentação e o auxílio-educação aos trabalhadores e que estudaria uma proposta para garantir o plano de saúde aos últimos concursados. No entanto, o acordo coletivo ainda não foi fechado e nada foi cumprido. Em novembro passado, o Sindiagua enviou ofício ao prefeito e se reuniu com o superintendente do SAAE para cobrar avanços. O mesmo ficou de dar retorno em janeiro, no entanto, nenhum contato foi feito.
O Sindiagua, juntamente com sua assessoria jurídica, afirma que está acompanhando as negociações no interior. A diretoria da entidade repudia a falta de diálogo e cobra respeito aos trabalhadores dos SAAES. Paralisações e manifestações são possíveis de acontecer.
 

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