Aumentar tamanho das letras Diminuir tamanho das letras Versão para impressão Voltar Página inicial

 Notícias

31/03/2011

Audiência pública discute política de terceirizações no BNB e na Cagece

A terceirização e a não contratação dos concursados do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foi tema de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, no último dia 23. Na ocasião, o deputado Heitor Férrer (PDT) e a deputada Eliane Novais (PSB), propositores do debate, cobraram do BNB a convocação dos aprovados.
As terceirizações no Banco vêm sendo criticadas por várias organizações sindicais e por um grupo de aprovados no último concurso realizado pelo Banco que se mobilizou e questionou na Justiça o fato de o BNB, após a homologação do concurso, ter contratado empresas de terceirizações para desempenhar atividades para as quais foram aprovados. Heitor criticou o excesso de terceirizados no Banco e lembrou que a Constituição Federal define o concurso público como única via de acesso ao serviço público.
A deputada Eliane Novais afirmou que a terceirização praticada pelo BNB é inaceitável. Ela lembrou que a prática fere a Constituição e não é um caso isolado. “Infelizmente a prática das terceirizações acontece em várias estatais brasileiras e essa questão precisa ser debatida com profundidade. Os terceirizados representam 22% dos trabalhadores com carteira assinada, um contingente de 8,2 milhões de pessoas”.
Para o ex-deputado federal e presidente do PSB de Fortaleza, Sergio Novais - que esteve presente do debate juntamente com representantes sindicais, a prática das terceirizações são resquícios do neoliberalismo que ainda existem no governo atual. “Foi na época dos governos neoliberais que várias instituições públicas foram sucateadas e muitas privatizadas”. Novais, o deputado estadual Paulo Facó e o Presidente da CTB-CE e do Sindiagua, Jadson Sarto, citaram o exemplo da Cagece, que não tem ofertado água satisfatoriamente para todos os bairros de Fortaleza, ao mesmo tempo que mantém uma proporção de três trabalhadores terceirizados para cada servidor público. “Estamos enfrentando graves problemas no setor de saneamento que é fundamental para a saúde pública. Há mais de 10 anos não há concurso público na Cagece e a demanda de atendimento é grande”, afirmou Jadson. Segundo ele, há municípios do Estado onde a Cagece sequer possui funcionário próprio para retirada de vazamento de água, desobstruição de rede coletora de esgoto e até mesmo para operar o tratamento de água e esgoto. São atividades-fim da empresa que acabam sendo realizadas por terceirizados, que não possuem treinamento adequado. Carlos Sá, coordenador de comunicação do Sindiagua, relatou que a Justiça do Trabalho ordenou o SAAE de Sobral a realizar concurso público por estar terceirizando atividades-fim de saneamento da autarquia.
Para Eliane Novais, os próprios trabalhadores terceirizados acabam sendo vítimas desta política considerada ilícita por ganharem salários menores e não terem os mesmos benefícios de um concursado.
Além dos aprovados no concurso, o evento contou com a participação de sindicalistas, defensores públicos, representantes da OAB e da Justiça. Fonte: Da assessoria com informações do site da Assembleia Legislativa do Ceará.
 

Aumentar tamanho das letras Diminuir tamanho das letras Versão para impressão Página inicial Voltar


Sindiagua - Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Ceará
Rua Solón Pinheiro, 745, Centro • Fortaleza/CE • CEP 60.050-040  |  Fone: (85) 3254-4097
www.igenio.com.br