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 Notícias

27/06/2011

Aprovado pelos trabalhadores, Acordo Coletivo aguarda efetivação. Sindiagua cobra rapidez.

Por ampla maioria, os trabalhadores da Cagece aprovaram o Acordo Coletivo 2011/2012 durante a assembléia geral extraordinária realizada no último dia 14, encerrando a campanha salarial deste ano. A Cagece enviou a versão final do ACT no último dia 17 de maio, ao meio dia, e o Sindiagua conferiu o texto. A entidade cobra agora da empresa a validação do mesmo junto à SRTE e o pagamento retroativo a maio.
O reajuste salarial de 8,3%, o aumento do vale-alimentação - que passou para R$ 554,40 (valor unitário de R$ 25,20) - e do Auxilio Creche / Educação - que passou para R$ 330,00 foram algumas das principais conquistas financeiras da categoria. A Cagece informou ao Sindiagua que iria pagar o novo reajuste na folha suplementar até o dia 10 de julho. “A categoria espera mais agilidade no pagamento retroativo destes benefícios. A empresa tem condições para cumprir isso com rapidez. Poderia seguir o exemplo da Cogerh que, no ano passado, aplicou de imediato o reajuste sem necessidade de homologar o Acordo, bastando apenas um ofício do Sindiagua informando que a proposta foi aceita em assembleia”, ressaltou Jadson Sarto, coordenador geral da entidade.
Entre as cláusulas sociais, merecem destaque o plano de saúde para os aposentados por invalidez e o reembolso de material farmacêutico descartável de uso contínuo. Este último benefício foi uma ampliação da cláusula de reembolso de medicamentos, conquistada nas duas últimas campanhas salariais.
A revisão do PCR, outra reivindicação importante da categoria, também foi inserida no ACT 2011/2012. Os trabalhadores avaliavam que o Plano, da forma como está atualmente, vinha causando injustiças e prejudicando seguidamente vários empregados. Com o novo acordo, Cagece iniciará um processo de revisão do PCR, com a participação do Sindiagua (que pretende discutir situações como a do Grupo C e de outros), a partir de uma comissão a ser criada em outubro.
CONCURSO PÚBLICO - Infelizmente, as intensas negociações e a pressão da categoria não fizeram com que a Cagece apresentasse claramente uma proposta para o concurso público. A empresa se negou a definir dia, mês ou ano para lançamento de edital do concurso, muito menos o número mínimo de vagas. Também não quis deixar claro como vai ser a participação do Sindiagua na elaboração do edital. “Hoje existem três terceirizados para cada empregado da Companhia. Isso fere a Constituição Federal e a Lei Orgânica do Município de Fortaleza e compromete a capacidade de atendimento da empresa. Uma demonstração de que o saneamento não é tratado como prioridade no Estado”, destacou Jadson Sarto. Hoje o Ceará está entre os 15 estados com menor nível de saneamento para os pobres (18%). O quadro é pior que a média nacional e do Nordeste. Segundo a Arce, o montante investido hoje no setor é pequeno para resolver a situação.
Apesar das grandes dificuldades impostas pela Cagece, a diretoria do Sindiagua avaliou que a categoria reconheceu a luta da entidade e os avanços da campanha salarial. “Foi uma campanha muito difícil, pois a Cagece criou vários impasses ao longo das negociações. Mesmo assim conseguimos fechar um acordo aprovado por ampla maioria. Ainda temos muito que avançar”, avaliou Jadson Sarto, coordenador geral do Sindiagua.
O deputado estadual Lula Morais e o ex-deputado federal Sergio Novais participaram da Assembléia que aprovou o acordo. Jadson lembrou da participação da deputada estadual Eliane Novais na campanha salarial, que fez importante pronunciamento na Assembléia defendendo a categoria.

 

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