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 Notícias

23/12/2011

Precarização no trabalho terceirizado gera perda de mão-de-obra na Cagece

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese) divulgado recentemente mostrou que 800 mil novas vagas deixaram de ser criadas em 2010 por conta das terceirizações. O dado contradiz o pensamento de quem acredita que a terceirização amplia a oferta de emprego.
De acordo com a pesquisa, um fato que deve ser levado em consideração é o salário. A remuneração média dos terceirizados é 27,1% menor do que o dos contratados diretos. A rotatividade também é maior (5,8 anos em uma mesma empresa para os contratados diretos contra 2,6 anos para os terceirizados). Os dados negativos não terminam por aí. Ainda, segundo o Dieese, de cada 10 casos de acidentes de trabalho no Brasil, oito são registrados em empresas terceirizadas.
Na Cagece é possível constatar na prática algumas das conclusões apresentadas pela pesquisa. Há trabalhadores terceirizados que estão saindo da empresa para buscarem outras oportunidades de emprego mais vantajosas. “Os baixos salários e a falta de benefícios cria uma situação de dificuldade e constrangimento para o trabalhador terceirizado dentro da empresa, que vê o funcionário da casa ganhando mais e recebendo PLR e gratificações. É uma situação de precarização no trabalho e a empresa não pode se omitir. Isso comprova a necessidade urgente de a Cagece realizar concurso público, pois cada vez mais a mão-de-obra da companhia vai diminuindo, comprometendo a capacidade de atendimento”, defende Jadson Sarto, presidente do Sindiagua. A direção do Sindiagua defende que o concurso público estabeleça critérios que valorizem os profissionais com experiência no ramo. “Isso daria a chance de trabalhadores terceirizados com muitos anos de experiência dentro da empresa buscarem conquistar uma vaga”, avalia Jadson.
O Sindiagua continua cobrando agilidade e definições da Cagece e do Governo do Estado em relação ao concurso público. “Ainda estamos no nível da promessa. Não há nada de concreto, principalmente porque o Governo do Estado não colocou a Cagece na lista de órgãos que terão concurso em 2012”, alerta Jadson. A diretoria do Sindiagua aguarda também o resultado do levantamento de demanda de vagas que está sendo feito pela comissão criada internamente na companhia. ‘‘É importante lembrar que o Governador assumiu compromisso com os deputados estaduais Lula Morais e Paulo Facó de, até o final de sua gestão, deixar a Cagece com a proporção de um terceirizado para cada funcionário próprio. Isto traz a necessidade de se contratar dois mil concursados’’, recorda Jadson.
 

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