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 Notícias

20/06/2012

Além de água, falta planejamento?

O Sindiagua chegou a denunciar a falta de água permanente que atinge 19 bairros de Fortaleza – assunto pautado por reportagem de capa do jornal O Povo há alguns dias. A dificuldade de planejamento e de investimentos da empresa – que foi incapaz de acompanhar o crescimento populacional da cidade - tem feito com que mais de 400 mil moradores convivam com uma grave situação de insegurança, sem o direito básico e elementar de ter acesso á água. Uma questão de saúde pública que se agrava num momento em que vemos aumentar os casos de Dengue. O armazenamento de água feito pelos moradores em diversos tipos de recipientes são o cenário ideal para proliferação dos focos do mosquito. Os moradores que dispõem de condições financeiras apelam para a contratação de carros-pipas, que muitas vezes trazem água de qualidade duvidosa. A situação é ainda pior para os que moram em áreas de grande vulnerabilidade social, pois são obrigados a comprar garrafões de fontes de água muitas vezes insalubres. Chega a ser desumano o tratamento dispensado pela Cagece a esses moradores.
Vale lembrar que o custo de um carro-pipa é superior a R$200 reais. Já um morador da periferia gasta algo em torno de 30 reais com garrafões - que fazem falta no orçamento de uma família de baixa renda. São valores bem superiores ao da conta de água cobrada pela Cagece. São pessoas que estão pagando por algo que deveria ser um direito.
O alerta já foi dado diversas vezes. É hora de a Cagece tomar providências para garantir o que é sua obrigação legal: um serviço de qualidade e ininterrupto de abastecimento de água e esgoto. E isso passa pela valorização do trabalhador e por um concurso público de qualidade que vai muito além das 315 vagas imediatas anunciadas pelo Governo do Estado (concurso este que ainda está na promessa). Além disso, enquanto as obras de reforço de abastecimento não são concluídas, a Cagece tem obrigação de informar à população como agir e tomar medidas alternativas de segurança, de forma a garantir minimamente o abastecimento de água da cidade.
O problema é muito maior do que o Governo do Estado pensa que é. Saneamento público deve ser tratado com prioridade e não com descaso.

Assunto foi debatido na Assembleia Legislativa
A pedido de moradores e do Sindiagua, a deputada estadual Eliane Novais fez pronunciamento na Assembleia Legislativa, há duas semanas, para alertar sobre a precariedade no sistema de distribuição de água em Fortaleza. Há, na avaliação da parlamentar, em Fortaleza, diversos casos de desabastecimento de água, por conta da inércia do poder público. ‘‘O problema de falta d´água em Fortaleza afeta muitos bairros há vários anos. São quase 470 mil habitantes atingidos”, segundo ela. Para a deputada, o problema tem origem na lentidão dos investimentos públicos que estão em descompasso com a explosão demográfica da Capital e a expansão imobiliária percebida notadamente na região sul da cidade.  “O sistema de distribuição de água não tem pressão suficiente para encher as caixas de água. Somente agora a Cagece deu início a uma obra, e será concluída apenas em 2013, para atender aquela região da grande Messejana”, pontuou. Ela pediu que a Cagece apresente os prazos para a realização de obras que assistam os setores da cidade que sofrem com o desabastecimento.

 

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