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 Notícias

24/06/2015

Experiências fora do País comprovam que privatizar a água não é solução!

Recente reportagem do jornal El País mostra como a apropriação da água pelo capital privado é maléfica para a sociedade. Após experiências mal sucedidas de privatização, é cada vez maior o número de casos de reestatização do setor. Em 15 anos, 235 cidades e cerca de 106 milhões de habitantes retomaram a gestão do tratamento e fornecimento de água das mãos de empresas privadas. Entre elas grandes capitais como Berlim, Paris e Buenos Aires. Descumprimento de promessas previstas em contratos, redução dos investimentos, descuido com a qualidade do serviço prestado e aumento das tarifas são os principais motivos que estão levando a retomada do serviço de saneamento às mãos do Estado. Em Paris, as tarifas aumentaram 265% entre 1985 e 2009. Em Berlim,  contrato privado era tão impopular que nas eleições municipais de setembro de 2011 a remunicipalização foi parte dos programas de três dos quatro principais partidos.
Na Itália, a população votou contra a privatização da água em um referendo realizado em 2011. Um total de 95,7% dos eleitores votaram pela abolição de dois artigos legais que estabeleciam a possibilidade de privatizar os serviços públicos municipais, incluindo o abastecimento de água.
Os avanços das PPPs mostram que o setor de saneamento do Brasil é alvo constante de poderosos grupos privados. Mas há experiências mal sucedidas aqui também. Em Itu, município no interior de São Paulo que sofreu drásticos cortes de água e protestos violentos, a Prefeitura anunciou uma intervenção que pode ameaçar a continuidade de um contrato que só acabaria em 2037 e abre as portas para que a remunicipalização do serviço possa acontecer no futuro.
Portanto, o Sindiagua convoca os trabalhadores a ficarem alertas, para que a ameaça das privatizações não chegue ao setor de saneamento do nosso Estado. A entidade ao longo de sua história se posicionou firmemente contra todas as tentativas de privatização da água, inclusive contra a recente alteração da lei de criação da Cagece promovida pelo Governo do Estado em 2013, que permite que Companhia se associe a empresas privadas. Estamos atentos!
A água, bem público cada vez mais escasso no planeta - fundamental para a saúde e segurança alimentar da população, não pode ficar nas mãos de grupos econômicos privados. A água é de todos e não pode jamais ser tratada como mercadoria.
 

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