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 Notícias

27/11/2015

Nosso repúdio à tragédia de Mariana (MG)

A direção do Sindiagua vem a público repudiar veementemente o descaso e negligência que provocaram a tragédia sem precedentes oriunda do rompimento das barragens da mineradora Samarco, na cidade de Mariana (MG).
O dano do rastro deixado pelo rompimento de barragem trouxe consequências ambientais, econômicas e sociais de proporções incalculáveis. Vidas (8 mortos e 11 desaparecidos), uma cidade, o sustento de comunidades agrícolas e ribeirinhas, o abastecimento de água de municípios da região  e ecossistemas da região foram destruídos. Cerca de 40 bilhões de litros de lama misturados com dejetos químicos tomaram conta do Rio Doce (que banha Minas Gerais e Espírito Santo) e chegaram ao mar. Pelo menos nove toneladas de peixes mortos foram retiradas do leito do Rio segundo informações divulgadas pela imprensa no dia 26/11. A morte dos peixes representa apenas uma parte da fauna e flora que está sendo destruída pela tragédia que precisa ser apurada e investigada de forma enérgica e rigorosa, com dura e exemplar punição aos culpados.
Importante ressaltar que a Samarco tem a Vale do Rio Doce como uma de suas controladoras. A mesma Vale que foi privatizada no período mais negro do neoliberalismo, quando governos sucatearam os serviços públicos e venderam a preço de banana o patrimônio do povo, sob o argumento de que a gestão privada traria mais eficiência à exploração do nosso minério. Privatizar nunca foi solução certeira para melhorar a qualidade do serviço público. O que faltam são gestões públicas competentes e investimentos que priorizem os serviços que são essenciais ao povo. A privatização, na verdade (quando não é motivada por negociatas sujas da política), revela-se um atestado de incompetência do gestor público que não assume seu papel de trabalhar para oferecer um serviço de qualidade à população.
É preciso repensar o modelo de desenvolvimento. É preciso repensar a forma como exploramos a natureza e fiscalizamos obras de grande impacto. O lucro e o capital não podem passar por cima da natureza e da humanidade. Fica a lição.
 

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