Cagece apresenta proposta para pagamento da PR Acelerador 2024
No início das discussões da campanha salarial 2025, a posição da diretoria da Cagece era de que não haveria o pagamento da PR Acelerador 2024. Porém, com muita insistência do Sindiagua, foi reaberta a negociação sobre a possibilidade de pagamento. Após muitas cobranças do Sindicato, a Cagece concordou em levar ao Conselho de Administração uma proposta. Somente na reunião realizada nesta terça (19) com o Sindiagua, os representantes da comissão de negociação da Cagece apresentaram a proposta que prevê o pagamento do Acelerador no ano de 2024 em 20% da folha salarial, conforme os percentuais constantes no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente. Segundo a Companhia, a proposta foi baseada na regra de limitação que a Cagece está defendendo para a cláusula da PR (que define um limite global equivalente a 130% da remuneração do empregado para pagamento da PR total, sendo 110% na PR Central e 20% na PR Acelerador). A proposta da Cagece depende agora de um aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente e precisa passar pela assembleia da categoria.
A direção do Sindiagua criticou a proposta e alertou que a categoria estava numa expectativa alta em relação à PR Acelerador 2024. A direção do Sindiagua aguarda a proposta de texto do aditivo para marcar a assembleia da categoria. A Cagece ficou de enviar até esta quarta (20) o modelo do texto.
A direção do Sindiagua lembra que será necessário realizar duas assembleias da categoria: primeiro uma para votar a proposta da Cagece para pagamento da PR Acelerador 2024 e depois outra para a votação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2025/2026. “Como a PR Acelerador 2024 diz respeito ao ACT ainda vigente, é mais seguro juridicamente resolver esta pendência primeiro, antes de colocar para votação da categoria um novo acordo que, caso aprovado, vai se sobrepor ao antigo”, ressalva Jadson.
Campanha salarial 2025: Cagece insiste em limitar Reembolso de medicamentos e Sindiagua reforça seu posicionamento contra redução de direitos
Foram várias cobranças do Sindiagua por avanços nas negociações da campanha salarial. No entanto, a única melhoria apresentada pela Cagece foi no vale-alimentação. A última proposta de reajuste apresentada pela empresa para o benefício era de 6,56% (IPCA + 1%). Na 6ª reunião de negociação realizada nesta terça (19), a empresa trouxe nova proposta de um reajuste de 7,56% (IPCA + 2%) no vale-alimentação. Ficou mantida a proposta de reajuste de 5,56% (IPCA) nas demais cláusulas financeiras e também as propostas de reajuste para Gratificação de Supervisor IV (37,19%), Titulação (1% de reajuste), além da inclusão da Diabetes tipo 1 na cláusula Auxílio filho portador com necessidades especiais, criação da Classe F no PCCR, aumento do teto (nível médio) da Indenização por morte ou invalidez e contratação de plano de academia aos colaboradores (Weelhub/Total Pass).
Lamentavelmente, a Companhia também manteve a proposta de limitar com novas regras o pagamento das cláusulas Reembolso de medicamentos e da PR, o que foi duramente criticado pelo presidente do Sindiagua, Jadson Sarto, em um momento mais tenso da reunião. “A proposta pode trazer algumas melhorias por um lado, mas também traz um grave retrocesso por outro. O Reembolso de medicamentos foi um direito conquistado com muita luta pelo Sindicato e a categoria. Querer reduzir este direito é um forte desrespeito ao trabalhador”, criticou Jadson.
A direção do Sindiagua ainda espera a Cagece reveja essa proposta de limitar o Reembolso de Medicamentos. “Estamos tratando de um direito que afeta diretamente a saúde e a vida do trabalhador. Um benefício que muitos precisam hoje e quem não precisa, pode precisar amanhã. Defendemos a manutenção desta cláusula do Reembolso, porque o Sindiagua sempre lutou não apenas por melhores salários, como também pelas cláusulas sociais que dizem respeito à qualidade de vida do trabalhador”, reforça Jadson.








