Foi realizada nesta quarta (25) a segunda rodada de negociação da campanha salarial 2025 dos cagecianos. A reunião debateu as cláusulas financeiras da pauta de reivindicações da categoria. De uma tacada só, a Cagece apresentou a proposta de reajuste de 5,32% para as cláusulas Reajuste Salarial, Gratificação de Condução de Veículos, Auxílio Moradia, Auxílio Alimentação, Auxílio Funeral, Auxílio Creche, Indenização por Utilização de Veículos e Auxílio Filho Portador de Necessidades Especiais. O índice corresponde ao INPC.
A entidade criticou a proposta da Companhia, ressaltando que está abaixo do que outras categorias têm recebido de reajuste. O Sindicato lembrou também que a empresa sempre divulga na mídia que está em boa situação financeira, tanto que tem aumentado constantemente os gastos com contratações de assessorias externas, mas recua na hora de valorizar mais o seu quadro de empregados próprios. “Sabemos que essa proposta da Cagece foi discutida pelo Conselho de Administração da empresa. Porém, a direção e o Conselho da Cagece sempre colocam limites na hora de atender as reivindicações dos trabalhadores e não impõem limite na quantidade de assessorias que a Cagece tem incorporado na empresa com custos altíssimos”, criticou Jadson Sarto, presidente do Sindiagua.
O Sindicato cobrou uma maior valorização do cageciano, tanto salarial como nas condições de trabalho, ressaltando que o poder de compra do trabalhador tem sido muito comprometido nos últimos anos, mesmo com a recuperação da economia. O gasto com compra de alimentos, por exemplo, vem aumentando vertiginosamente, mas a empresa não reconhece isso ao apresentar um reajuste abaixo da expectativa e da real necessidade da categoria, como, por exemplo, no vale-alimentação.
O Sindicato também criticou a postura da Cagece em apresentar a mesma proposta de reajuste para todas as cláusulas financeiras, sem apresentar estudos com impactos detalhados pra cada uma. “Sabemos que há cláusulas que geram pouquíssimo impacto financeiro e a Companhia poderia estudar uma forma de atender o que a categoria pediu. A Gratificação por condução de veículos ou o Auxílio-moradia são exemplos disso. A Cagece teve, inclusive, uma redução de 19,3% no custo com pagamento de auxílio-moradia e a empresa escolhe um índice que não representa nem perto o valor real dos aluguéis. Parece que a empresa nega somente por negar, sem fazer um estudo do impacto financeiro”, ressaltou Jadson.
A Cagece negou várias outras reivindicações da categoria que foram debatidas. A direção do Sindicato lembrou que antes o ACT da Cagece era referência para Cogerh e hoje, em muitos itens, é o contrário, como em relação a Incentivo ao Desenvolvimento Educacional que é bem inferior para os cagecianos.
Um ponto que teve muita discussão foi a Gratificação de Supervisores IV, tema já bastante debatido em várias campanhas salariais e Menps. A Companhia informou que reajustes das gratificações são frutos de decisões administrativas e a empresa se compromete a fazer com que os valores da gratificação aplicados ao cargo de Encarregado de Núcleo III serão adotados para o cargo de Supervisor IV. Desta forma, a Companhia propôs, para fins de equiparação salarial da função de Supervisor IV, o reajuste da gratificação para R$ 2.084,75 (36,91% de reajuste). A reunião contou com a participação de dois representantes dos trabalhadores supervisores, a convite do Sindiagua, que puderam explanar suas reivindicações e condições de trabalho. A iniciativa do Sindicato de convidá-los foi elogiada.
A entidade também criticou a falta de sensibilidade da Cagece em atender cláusulas de impacto social e familiar. “Tem cláusulas, como o auxílio filho com deficiência, que a empresa deveria demonstrar mais solidariedade, porque estamos falando de vidas e não de números. São benefícios muito importantes conquistados pelo Sindiagua com a categoria que contribuem muito para dar uma tranquilidade na vida do cageciano, mais saúde física e mental e tudo isso reverte em uma melhor condição laboral ao trabalhador(a)”, reforçou Jadson.
Em relação à PR, a Cagece propôs mudanças na redação do texto da cláusula, entre elas incluir prazo para o pagamento da PR acelerador para até 30 de junho, quando ela for atingida, mantendo o pagamento da PR Central para até 30 de março como está no ACT atualmente. A nova proposta de texto define um limite global equivalente a 130% da remuneração do empregado para pagamento da PR total, sendo 110% na PR Central e 20% na PR Acelerador, mantendo os mesmos fatores referenciais para divisão do montante. Também houve propostas de alterações nos indicadores. A direção do Sindiagua pediu que o documento com as propostas de alteração fosse enviado à entidade para análise. “Lamentavelmente a Cagece desconsiderou todas as propostas demandadas pela categoria em relação à PR, como por exemplo, que o pagamento da PR Acelerador fosse igualitário”, destaca Jadson.
Já em relação ao pagamento da PR Acelerador de 2024, também cobrada pelo Sindiagua, os representantes da Cagece informaram que nos próximos dias a direção a Companhia divulgará um comunicado sobre o assunto.
O Sindiagua cobrou uma nova reunião de negociação. A entidade manterá a categoria informada sobre os próximos passos da campanha salarial.
A ata com o resumo da reunião está disponível clicando aqui.








