A direção do Sindiagua segue na luta pela realização do concurso público da Cagece. A entidade protocolou uma denúncia (n.º 004140.2025.07.000/7) no Ministério Público do Trabalho (MPT – 7ª Região – Fortaleza) informando que existe vacância de cargos na Cagece. Em 2022, a então Governadora Izolda Cela sancionou a lei de estruturação dos cargos na Companhia, autorizando os preparativos para o concurso público. Na época, a previsão era realizar o concurso em 2023 para 260 vagas, mas, devido ao atraso e às recorrentes adesões de trabalhadores ao PRSP, hoje há em torno de 400 vacâncias de cargos.
No entendimento do Sindiagua, a Cagece está descumprindo a lei estadual (n.º 18.217/2022) sancionada pela então Governadora Izolda que prevê um quadro de empregados com 1.453 colaboradores. Hoje existem cerca de 1080 cagecianos na Companhia. Lamentavelmente, a Cagece segue sem dar qualquer prioridade à essa demanda. Já fazem 13 anos desde a realização do último concurso público.
O MPT, através do Procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima, notificou a Companhia cobrando esclarecimentos sobre o quantitativo de empregados, dando prazo de 10 dias. No entanto, no 30 de janeiro, a Cagece solicitou ao MPT uma dilação de prazo por mais 15 dias úteis, alegando que o levantamento das informações solicitadas “exige coleta e análise de documentação, sob pena de fornecimento de informações parciais ou imprecisas”. O pedido foi aceito pelo Ministério Público do Trabalho. O Sindiagua segue acompanhando o caso e aguarda agendamento de uma audiência entre entidade e Cagece sobre o assunto.
O Sindiagua reforça sua posição em defesa do concurso público e entende que, com as PPPs, a Cagece tem optado por um caminho que vem reduzindo seu papel público no saneamento e isso torna a realização do certame algo estratégico para voltar a fortalecer a Companhia. “Infelizmente a direção da Cagece e o Governador Elmano demostram que não consideram saneamento uma prioridade, porque anunciam concursos para outras áreas do Estado e preferem avançar na privatização disfarçada de PPP ao invés de fortalecer a Companhia”, critica Jadson Sarto, presidente do Sindiagua.








