Foi realizada nesta sexta (22) a primeira rodada de negociação da campanha salarial 2026 dos(as) cagecianos(as) entre a direção do Sindiagua e a comissão de negociação da Companhia. Nesta primeira reunião foram debatidas as cláusulas sociais da pauta de reivindicações. Entre os pontos mais discutidos estão o PCCR e o concurso público, porém, sem qualquer avanço.
Em relação ao PCCR, a Cagece negou as reivindicações solicitadas, apesar das cobranças do Sindicato. Durante o debate sobre este item, a direção da entidade reforçou a defesa do pagamento das promoções 2020/2021 que não foi efetuado na época pela empresa. O Sindiagua lembrou que esta demanda vem de muito tempo e gerou uma ação judicial apresentada pela entidade. O Sindicato reforçou que os(as) trabalhadores(as) foram prejudicados(as) e a Cagece poderia resolver esta questão administrativamente. A empresa informou que não poderia atender esta demanda, alegando que hoje não há consenso na Justiça sobre esta pauta. Foi informado pela assessoria jurídica da Cagece que, diante das divergências de entendimento jurídico sobre esta reivindicação em todo o Brasil, o TST está suspendendo todas as demandas trabalhistas relacionadas a este assunto para que seja formalizada uma decisão geral uniforme. A entidade reforçou que a Cagece pode, por conta própria, rever sua posição e não continuar prejudicando a categoria.
Sobre o concurso público, a Cagece informou que a previsão para dar início ao processo do certame é em 2027, mas que, antes, precisa realizar a contratação de uma consultoria para realizar estudo de dimensionamento da atual força de trabalho na Companhia. Questionado se já há uma data para a contratação desta empresa, a Cagece disse que não. O Presidente do Sindiagua, Jadson Sarto, lembrou que o último certame da Companhia foi feito em 2013 e que hoje na Cagece existe em torno de 400 vagas abertas para serem preenchidas, com previsão de aumento significativo deste número, devido à adesão ao PRSP. “O Governo do Estado tem feito concursos para várias áreas, mas esquece e não dá prioridade para o saneamento público”, ressaltou Jadson. O Presidente do Sindicato questionou porque a Cagece já não fez o estudo de dimensionamento da força do trabalho em anos anteriores, tendo em vista que a realização do concurso da Companhia já foi aprovada e autorizada na gestão da ex-governadora Izolda Cela e, desde então, nenhuma etapa foi cumprida pela empresa. “O certame aprovado pela Izolda foi engavetado. Falta vontade política para o concurso, mas não falta para realizar as privatizações disfarçadas de PPPs”, criticou Jadson. O Sindiagua lembra que a realização do concurso é fundamental para fortalecer a Cagece, proporcionando uma melhor qualidade na prestação do serviço à população, além de oxigenar o contrato atual do plano de saúde dos(as) trabalhadores(as).
Também foram discutidos itens relacionados à saúde do trabalhador, como plano de saúde e a contratação da plataforma de bem estar/atividade física. Sobre o plano de saúde, as reivindicações de aumento da isenção da faixa salarial e de extensão da idade dos filhos dependentes que têm direito ao benefício foram negadas, sob a alegação de que a manutenção do plano atual já exige um alto investimento financeiro da Companhia. Em relação à contratação da plataforma de bem estar, a Cagece informou que já deu início ao processo licitatório.
As demais cláusulas debatidas foram todas negadas. Foi consensuado a garantia da manutenção dos direitos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente enquanto as negociações estiverem em andamento.
A ata da reunião está disponível clicando aqui.
A direção o Sindiagua aguarda o agendamento da segunda reunião de negociação e espera que a Cagece demonstre mais sensibilidade em relação às reivindicações da categoria, valorizando os(as) trabalhadores(as). O Sindicato manterá a categoria informada sobre o andamento da campanha salarial.








