A direção do Sindiagua se reuniu nesta terça (14), às 14:30h, com o Presidente da Cagece, Neuri Freitas, para debater as reivindicações da campanha salarial 2026. Também estiveram na reunião representando a Companhia o diretor José Leite, os superintendentes Simone Arrais e Agostinho Moreira Filho e o gerente Daniel Portela. Esta foi a terceira rodada de negociação da campanha salarial da categoria.
Durante o encontro, a direção do Sindicato defendeu as reivindicações dos(as) trabalhadores(as) e pediu avanços na proposta apresentada pela empresa, especialmente nas cláusulas que abrangem toda a categoria, como o reajuste salarial. A entidade lembrou que, embora tenha sido conquistado ao longo dos anos melhorias em cláusulas que elevam o ganho financeiro dos cagecianos, como a titulação, PCCR e promoções, desde o Governo Cid os cagecianos não têm recebido ganho real na cláusula reajuste salarial. O Presidente do Sindiagua, Jadson Sarto, lembrou que isso tem causado insatisfação na categoria e cobrou melhoria na proposta de reajuste feita pela Companhia. A proposta inicial apresentada pela Cagece foi de 4,14% de reajuste. O presidente da Cagece informou que precisaria analisar o orçamento da empresa e avaliar a reivindicação com o Conselho de Administração (CAD). Também seria necessário avaliar com o setor jurídico da Companhia, já que existe um entendimento de que em ano eleitoral não se pode dar reajuste acima da inflação. Foi garantido, por ora, uma proposta de reajuste de 4,39% para as cláusulas financeiras, que corresponde ao IPCA do período.
Com a insistência do Sindiagua por melhorias, houve avanços em algumas cláusulas na reunião. É o caso do vale-alimentação. O presidente da Cagece aceitou rever a proposta inicial, após cobranças do Sindiagua, passando de 5,14% para 6,39% (IPCA + 2%) de reajuste.
Outra melhoria alcançada na reunião foi no vale-alimentação natalino. Atualmente ACT garante 14 vales extras aos cagecianos no mês de dezembro. Com a reivindicação do Sindiagua, a Cagece concordou em aumentar a quantidade, propondo passar para 20 vales extras.
Sobre a titulação, o Sindiagua também cobrou melhorias, além do 1% já proposto em reunião de negociação anterior. O Sindicato questionou a obrigatoriedade da apresentação do certificado de conclusão do curso como única opção de comprovação da obtenção do título, tendo em vista que em muitos casos há uma demora da emissão do diploma/certificado pelas instituições de ensino. Neste sentido, a Cagece ficou de elaborar uma redação que contemplasse também a opção de ser apresentada pelo colaborador a declaração de conclusão do curso, informando que todas as etapas acadêmicas foram concluídas.
Questionado sobre o concurso público, o presidente da Companhia informou que está em processo a contratação de uma consultoria para realizar um estudo que deverá ser concluído no ano que vem. O presidente do Sindiagua reforçou a defesa da realização do certame e pediu mais agilidade, lembrando que a Cagece precisa cumprir a legislação e preencher as cerca de 400 vagas ociosas.
Assim como aconteceu com outras gratificações na Cagece, o presidente do Sindiagua defendeu uma melhoria no reajuste das gratificações de Supervisor II. O presidente da empresa solicitou à Superintendência de Pessoas estudo de impacto financeiro que será apresentado até a próxima reunião com o Sindiagua.
A direção do Sindiagua aguarda uma posição da Cagece após a reunião do CAD, prevista pra acontecer no dia 30/07. Por questões orçamentárias alegadas pelo presidente da Companhia, ficaram de ser discutidas no CAD as propostas de reajuste salarial com ganho real e pagamento igualitário da PR Acelerador. Foi agendada uma nova reunião de negociação com o presidente da Companhia para dia 10/08. O Sindicato pediu mais agilidade da direção da Cagece nas tratativas do Acordo Coletivo de Trabalho. A entidade manterá a categoria informada.








