Sindiagua realiza doações às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul

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A direção do Sindiagua realizou nesta quarta (15) doações para as vítimas da tragédia no Rio Grande do Sul, que vêm sofrendo com terríveis efeitos causados pela onda de temporais e enchentes que atingiram o Estado. A entidade entregou aos Correios (que está arrecadando e enviando doações de todo o Brasil) 360 litros de água potável e 625 quilos de ração para animais domésticos, dois itens que estão sendo bastante requisitados pelas campanhas de doação.

“A tragédia no Rio Grande do Sul merece toda mobilização e solidariedade da população brasileira. É uma situação devastadora de calamidade pública e a gente espera que nossa pequena colaboração ajude a aliviar um pouco o sofrimento dos nossos irmãos brasileiros do Sul e inspire outras pessoas a ajudarem da forma que for possível”, ressalta Jadson Sarto, presidente do Sindiagua.

A escolha dos Correios para enviar as doações do Sindiagua se deu pela capilaridade da empresa que possui agências espalhadas em todo o País. “Para nós é até simbólico, porque o Correios correu grande risco de ser privatizado em governos anteriores recentes. Como empresa pública, está recebendo e enviando doações gratuitamente. Se fosse uma empresa privada, dificilmente prestaria esse serviço sem custos. É uma demonstração clara de como o Estado e o serviço público têm grande importância para a população.”, destaca Jadson.

*Por uma política de desenvolvimento ambientalmente sustentável* – A direção do Sindiagua chama atenção para que este fato trágico provoque mudanças na forma como o poder público tem tratado as políticas ambientais. O descaso com a natureza tem um preço: os extremos climáticos cada vez mais frequentes em todo o planeta. É preciso combater o negacionismo ambiental, tendo um olhar prioritário aos alertas já dados pela natureza e pelas inúmeras pesquisas científicas que apontam os perigos do aquecimento global. Devemos colocar em prática com urgência uma política de mudança climática eficiente que reduza, de fato, as emissões de carbono; desenvolva matrizes energéticas renováveis e mais limpas; e desenvolva e implemente planejamentos urbanos ambientalmente sustentáveis nas cidades. Também é preciso repensar o modelo econômico atual, que acumula, exclui e explora de forma predatória a natureza.

Toda força à população do Rio Grande do Sul. E que esta tragédia ajude a repensarmos nossa relação com a natureza, tratando-a com mais respeito e sustentabilidade.